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sábado, outubro 08, 2016

Escravos do coração por Maurício de Oliveira

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         Durante nossa caminhada neste mundo, entre nascer e crescer, somos educados pelos nossos pais para a futura vida adulta.

         Aprendemos os valores da vida em sociedade, educação, conceitos de realizações profissionais, sonhamos com um futuro promissor e feliz.
         Então descobrimos o sexo oposto e através desta consumação muitas vezes o amor, uma verdadeira “revolução interior” acontece em nosso ser.
         Novas sensações e estímulos nos aguça a memória, não dominamos os impulsos desta vontade de querer sempre mais para assim sentir-se bem.
         Isto é um "equilíbrio" perigoso onde todo o tempo estamos numa "corda bamba" ou chegamos ao destino ileso ou não precipitado pela "queda".
         Esta "queda" é sempre pré-concebida por nós mesmos através de nossas "escolhas".
Idealizamos novos projetos e muitas vezes juntos com a pessoa escolhida.
         Criamos certa “dependência” dela, pois já experimentamos a “revolução interior” e erroneamente pensamos que sem esta “nova química” não conseguiremos, mas viver.
         O processo de “escolhas” é dado através de dois modos, ou seja: Razão ou coração.
         A razão gera luz as ideias é ela que nos cobra, acertos ou ajustes necessários para um bom viver.
         Coração é sempre aquele que dá o seu “jeitinho especial” para que a razão não venha à tona.
         Então nos encontramos entre a cruz e a espada, luta ou morte, chegou a hora de nosso combate.
         A razão insiste em nos cobrar: “Olha ele ou ela já se mostrou a você cuidado”.
         O coração também fala: “E agora vou perder o meu amor, não terei mais aquela sensação?”.
         Enquanto a razão adverte o coração é sempre interrogativo, gera muitas duvidas.
         Mas incrivelmente a grande maioria com “medo da perca” e do sofrer e querendo continuar a usufruir as delicias vividas e o bem que elas geram, preferem ouvir o enganoso coração.
         Se ele é duvidoso e engana deste jeito será a manutenção deste relacionamento que por algum sentido aguçado continuou a existir através de nosso próprio consentimento. 
         Vamos por este meio aprofundando-se nos desvios que esta relação oferece, sofremos e quando o relacionamento chega ao fim ou em casos extremos como de violências verbais e físicas, ainda nos sentimos injustiçados e mais interrogações aparecem, e porque elas aparecem? Porque desde o início preferimos ouvir o coração, e a razão ficou perdida lá atrás quando a descartamos.
Muitos condenam tudo e a todos até ao próprio Deus pelas suas infelicidades, pois se tornaram escravos do coração, e todo escravo anseia por liberdade.
         O processo do advertir da razão é sempre o primeiro que passa em nossa mente, enquanto a do coração vem em segundo plano querendo obscurecer a luz que foi gerada.
         Então, tenhamos cuidado nas futuras relações e se escolhemos errado no passado que este erro não venha se repetir novamente, pois até quando iremos sofrer? Não merecemos ser felizes?
         E não culpamos ninguém pelas nossas desgraças se elas aconteceram é porque permitimos.
         Paz e bem a todos vocês caros leitores.
          “Enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá? Eu, o Senhor, esquadrinho o coração…” Jr. 17.9.10.
         Os escravos do coração criaram suas próprias correntes, somente eles trazem as chaves de suas libertações.


Maurício de Oliveira

Um comentário:

  1. Adorei seu cantinho Anne está repleto de conhecimento obrigado.

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