Passaram por aqui:

terça-feira, maio 28, 2013

Nunca se abandone.

Li recentemente o blog de um amigo e seus conflitos internos e externos em torno de suas amizades.
Concordo que existe hoje muito individualismo e também pessoas egoístas que exigem ou querem à atenção das pessoas.
Digo com pouca experiência e do que já conversei com outras pessoas, mais velhas experientes e da área de psicologia, me afirmam que:
Transferimos nossas carência para o outro, sem mesmo se dar conta disto.
O problema está na intensidade desta carência, que quando muito intensa, tende a parecer uma cobrança, e a maneira que você interpreta isto pode ser também errônea. Quando julgamos que a pessoa sufoca, exige, faz cobranças. Entender o outro está além das suas atitudes. Está em buscar compreender as raízes dos seus problemas. Aí sim, você pode afirmar se há uma pretensão do outro em querer que tudo gire em torno do seu mundo. E se isto acontece, temos que ter cautela ao falar para o outro. "Somos responsáveis pelas pessoas que cativamos." Isto não quer dizer que eu tenho que cuidar ou me disponibilizar todo o tempo para elas. Quer dizer que temos que ter no mínimo o cuidado com o que vamos dizer. Palavras magoam tanto quanto rejeitar pessoas por seus problemas, e egocentrismo. Cuidado como vamos agir em relação ao outro.
Cada um adota o comportamento que lhe convém. Ainda assim, somos responsáveis por cada ato.
E não se pode generalizar às pessoas por suas experiências empíricas.
Cada pessoa reage a estímulos ou ações, de maneiras diferentes.
Enquanto pessoas trabalham a sua inteligência emocional, outras não conhecem nem o termo. Natural. Às vezes precisam da ajuda de um profissional.
Somos o produto do meio. Tudo começa nos seus primeiros anos de vida.
Se a sua família tiver uma boa estrutura emocional, equilibrada, dificilmente será um ser humano inseguro, com dificuldades de se relacionar, saberá equilibrar suas emoções, aprender com os erros etc etc.
Às pessoas querem ser ouvidas.
Mas nem todos estão dispostos a ouvir.
E nesta loucura em que vivemos, se dá importância ao individualismo e a conveniência, que tornou-se característico de uma época onde : "salve-se quem puder", "te vira nos 30".
Os valores intrísecos, baseados em lealdade, respeito, em compartilhar, o compreender estão cada vez mais imperceptíveis no ser humano.
Esta semana recebi uma mensagem e vale apena compartilhar que diz:
"Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer nossas expectativas, assim como não estamos aqui para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar. Nos bastar sempre e , quando procurarmos estar com alguém, fazer isso cientes de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
Pessoas não se precisam. Elas se completam não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
'Nunca se abandone'


Depois dos meus 30 anos, conheci meus verdadeiros amigos.

Até mais,

Anne Araújo
23/10/2009

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Volte sempre!