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segunda-feira, outubro 12, 2009

Liderando Mudanças - John P. Kotter

Antes de começar a falar um pouco do livro Liderando Mudanças, irei levantar alguns pontos importantes: A Sociedade do conhecimento e o novo modelo organizacional, resumo de Mônica Borges.

'A compreensão do conceito de sociedade do conhecimento passa necessariamente pela análise dos processos de transformação que vêm ocorrendo na economia, na política e na cultura. É o que Naisbitt & Aburdene definem como megatendências : (...) "grandes mudanças sociais, econômicas, políticas e tecnológicas que se formam lentamente e, uma vez estabelecidas, influenciam-nos por algum tempo".

O momento, segundo M.Borges é de negar os princípios da era industrial, provocando o abalo de teorias já consolidadas. Nesse contexto de crise, desenvolve-se o conceito de sociedade do conhecimento como novo paradigma sócio-econômico. Surgem questionamentos e polêmicas.

"Economistas redescobrem a obra de Joseph Schumpeter, que falava da destruição criadora como necessária ao progresso. Numa tempestade de tomadas de controle, desmembramento de empresas, reorganizações, falências, formação de novas empresas, associações (joint-ventures) e reorganizaç]oes internas, a economia adotando uma nova estrutura que é anos-luz mais diversa, altera-se mais depressa e é mais complexa do que a velha economia das chaminés."


Se a ideologia da produção em série, características da era industrial, tinha como princípio fundamental a associação de terra, trabalho e capital como forma de criar riqueza, na sociedade do conhecimento, a informação, gerando ação (conhecimento), constitui o mais importante recurso de agregação de valor. Sua versatilidade permite atender às necessidades do consumidor de forma muito mais satisfatória. O conhecimento revoluciona o processo de produção, uma vez que ele torna economicamente viável a individualização e diversificação do produto. Cada dia mais será necessária a prática empreendedora, tanto quanto a gerencial, baseada em regras e conhecimento específico. A inovação, que consiste em trabalho árduo e sistemático de análise periódica dos produtos, serviços, tecnologia, mercado e canais de distribuição, é o que determinará a sobrevivência das organizações. Segundo Drucker.'


Comecei a ler este resumo ontem e percebi o quanto é difícil quebrar paradigmas.

Tudo bem! o que estou dizendo não é nenhuma novidade, existem teorias que falam muito bem sobre isto. Agora viver na prática é muito mais desconfortante do que a teoria em si. Criar valores, cultura ou até mesmo mudá-la requer muito senso e cautela. E quando não acontece, decisões drásticas e traumáticas são tomadas por pessoas despreparadas ou de pouco conhecimento.

O Conhecimento é uma ferramenta importante e que falta na maioria das decisões estratégicas de uma empresa.
A mudança é inevitável, mas os erros que causam angústia e dor podem ser evitados segundo Kotter.
Pessoas inteligentes confiam demais em processos simples, lineares e analíticos porque aprenderam a gerenciar e não a liderar.


"Os gerente arrogantes podem superestimar seu próprio desempenho atual e posição competitiva, escutar muito pouco e aprender num ritmo muito lento. Os funcionários voltados para as necessidades internas podem ter dificuldade em enxergar as verdadeiras forças que apresentam ameaças e oportunidades. As culturas burocráticas podem reprimirem aqueles que desejam responder às condições mutáveis. E a falta de liderança não mantém nenhuma força dessas empresas capaz de superar o problema. A combinação de culturas que resistem à mudança e de gerentes que não foram ensinados a criá-la é fatal. "

As visões e estratégias não são formuladas por indivíduos que aprenderam apenas a lidar com planos e orçamentos. Tempo e energia suficientes nunca são investidos na comunicação de um novo senso de direção para pessoas suficientes - o que não é surpreendente relega a último plano a entrega de relatórios diretos. Estruturas, sistemas, falta de treinamento ou supervisores permitem que funcionários disposto a ajudar a implementar a visão sejam desautorizados a isso- previsível, já que a maioria dos gerentes não aprendeu quase nada sobre empowerment.
A vitória é declarada cedo demais por pessoas que foram instruídas a pensar em tempo de ciclo de sistema: horas, dias ou semanas e não anos. E as pessoas que foram ensinadas a pensar em termos de estrutura formal, e não de cultura, raramente estabelecem novas abordagens na cultura da empresa. Consequentemente, aquisições caras não produzem nenhuma das sinergias esperadas, downsinzings notáveis não conseguem manter os custos sob controle, grandes projetos de reengenharia levam muito tempo e proporcionam pouquíssimos benefícios, além de novas estratégias audaciosas nunca serem bem implementadas.
Eu particularmente, sinto uma dificuldade enorme atualmente, pois mudou a gestão atual da empresa. Processo que antes foram implementados estão sendo desfeitos sob o diagnóstico de que não foram eficientes.
Processos simples como o de conscientização do desenvolvimento sustentável, é visto com algo não urgente e sem relevância.
Para mim é altamente frustrante perceber que tentar empreender é tempo perdido quando o ambiente tende a ser repressor.
O que ocorre muitas vezes são pessoas que se tornaram o produto de sua própria história, onde aprendeu o exercício da autoridade, e foi com este comportamento que ajudaram estas pessoas a subir na empresa. E estes hábitos estão profundamente enraizados.
Kotter diz que funcionários enfraquecidos e destituídos de empowerment nunca tornam as empresas vencedoras em um ambiente econômico em globalização. Mas com a estrutura, treinamento, sistemas e supervisores certos para a construção de uma visão bem comunicada, um crescente número de empresas está descobrindo que pode abrir uma enorme fonte de poder para melhorar o seu desempenho organizacional. Elas podem mobilizar centenas ou milhares de pessoas a fim de que ajudem a oferecer liderança para a produção de mudanças necessárias.
Ps.: Eu, diante das dificuldades, estou a procura de novos horizontes. É hora de abandonar o barco. Me resguardar e acreditar que é possível sim empreender em ambientes organizacionais descentralizados. E este lugar, hei de encontrar.
Até mais,
Anne

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