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sábado, junho 14, 2008

O Charme da Exclusão Social

"É o fruto amargo da sociedade moderna, apesar dos tantos avanços em seus vários setores.
Não se trata apenas de uma exclusão do mundo do trabalho, considerada uma das conseqüências mais duras do capitalismo neoliberal, através do fenômeno do desemprego, mas também da exclusão dos outros bens básicos: a saúde, a educação, a alimentação, a moradia, a terra, o lazer etc. Trata-se de exclusão da dignidade humana, criando uma enorme massa de descartáveis, os sem-nada."

A constituição brasileira assegura-nos do direito a moradia, saúde, segurança, educação, a vida etc. No entanto não é o que vemos. Estima-se que milhares de pessoas sobrevivem com menos de 1 dólar por dia. No Brasil atualmente dos 40 milhões de excluídos, 20 milhões foram integrados a sociedade, depois do governo Lula. Dados estatísticos comprovam que a produção no Brasil, produz-se três vezes mais do que aquilo que consome de fato. Apenas 200 ou 300 pessoas são donos de toda riqueza produzida no mundo. Ou seja, aproximadamente 6 bilhões e 200 milhões, fazem parte da população explorada. Explorados que exploram a outros dentro de uma visão alienada das coisas que coisificam às pessoas. E quem são os responsáveis pela exclusão social? Apenas o capitalismo? Seria possível combinar justiça social com o capitalismo? Não. Nós somos os grandes responsáveis por cada ser humano que passa fome ou que não tem moradia, saúde, que não consegue ingressar no mercado de trabalho. A sua má formação é uma variável que o elimina de qualquer processo seletivo, até mesmo de relacionar-se na sociedade como um cidadão.

Segundo Demo, o capitalismo é civilizável, no máximo. Não podemos domar, porque não é viável um capitalismo que não privilegie o capital ou a relação de mercado, mas o podemos civilizar, dependendo este efeito mais que tudo da cidadania.
Para Marx não é possível combinar justiça social, uma vez que o princípio básico do capitalismo é acumulação de bens através da exploração direta ou indireta.

É então quando afirmo que a responsabilidade é nossa. Somos nós que elegemos políticos para reivindicar os nossos direitos como cidadães. Esperando que eles elaborem um projeto de educação eficiente, inclusão social, saúde pública e moradia. Mas o que acontece na verdade é apenas uma politicagem com fins lucrativos, com regalias para o seu próprio benefício.

Somos um grande emaranhado de pessoas que dependem uma das outras. Cabe a cada um de nós por meio da nossa criticidade, solidariedade, responsabilidade social e o compromisso para diminuir a desigualdade social.

"Não é a consciência dos homens que determina o seu ser, mas, ao contrário, é o seu ser social que determina sua consciência"
Karl Marx


Ps.: Era para entregar este trabalho quinta-feira, mas estava com uma enxaqueca orrívi...e não fui pra faculdade. E o professor não vai mais aceitar o trabalho...paciência.
Anne Karine

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